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 If we could only turn back time

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mariana'
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MensagemAssunto: If we could only turn back time   Sex 22 Jun - 13:45

Relembrando a primeira mensagem :

If we could only turn back time





If we could only turn back time
You know I'll be
Your life, your voice your reason to be
My love, my heart
Is breathing for this
Moment in time
I'll find the words to say
Before you leave me today

Géneros: Romance; Drama
Avisos: Linguagem imprópria


Última edição por mariana' em Sex 22 Jun - 19:17, editado 1 vez(es)
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AnneMarie
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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Seg 10 Set - 15:11

Ok, fico à espera.
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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Seg 10 Set - 20:57

Aqui está Very Happy


34º Capítulo


Há uma semana que trabalho no jornal e está a correr tudo muito bem. Os rapazes tiveram de adiar a visita a Londres, mais uma vez. Sentia-me triste e a única coisa que queria era ser envolvida pelos braços do Zayn, sentir os seus lábios nos meus e o toque dele.

Hoje acordei com um péssimo humor matinal. Entornei o leite dos cereais e não consegui encontrar as calças que queria usar. Esta manhã foi um desastre total! Quando, finalmente, consegui o meu café, segui para o jornal. Desejei um bom dia à rececionista e subi no elevador. Cheguei à minha secretária, pendurei a mala nas costas da cadeira, e, foi quando reparei numa caixa branca por cima de uma pilha de papéis. Puxei a caixa para o centro da mesa e abri-a. Um bolo de chocolate, decorado com flores de açúcar. “Parabéns London!”, eram as palavras que diziam no topo. Foi nesse momento que caí na realidade, era o dia do meu aniversário. Agradeci a todos pela surpresa e dividi o bolo em fatias para que desse para todos.
Decidi levar a última fatia ao Jake do arquivo. Desci no elevador até à receção e desci para a cave através das escadas. Mal entrei não o encontrei.
Vaguei pela sala do arquivo e não o consegui encontrar. Deixei a fatia em cima do balcão e colei-lhe um bilhete ao lado. “ Da London. Parece que se lembraram do meu aniversário...”. Quando estava a meio das escadas, encontrei-o.

- Deixei-te algo sobre o balcão. – Disse-lhe.

- O quê? E parabéns!

- Obrigada J. Deixei-te uma fatia de bolo.

Dito isto voltei a subir e sentei-me à secretária. Peguei no meu telemóvel para verificar as horas e encontrei três mensagens. Uma da minha mãe, a desejar-me um feliz aniversário. Uma da operadora do telemóvel a dizer que as ofertas do meu tarifário iriam acabar daqui a cinco dias e a outra era a Elenor a desejar-me um dia feliz e que iria a minha casa antes de jantar.

Acabado o aparato todo do meu aniversário, comecei no que iria escrever para o jornal de amanhã. Resolvi escrever sobre as complicações que há quando os rapazes têm de adiar as visitas.

“Não fazem ideia o quanto fico arreliada quando os rapazes adiam a visita a Londres. Eu compreendo que eles estejam muito ocupados, sei disso tal como todas as fãs que acompanham a vida deles, mas, é muito stressante. Como por exemplo, na semana passada tinha encomendado quatro doses de frango no Nando’s porque eles viriam almoçar a minha casa, à última da hora desmarcaram e andei a comer frango durante dois dias. (…) ”


Almocei num centro comercial ali perto e quando voltei ao jornal acabei o meu artigo e entreguei-o à diretora. Às quatro da tarde saí e conduzi até casa. Estacionei no parque subterrâneo e subi no elevador até ao meu andar.
Vesti umas leggins e uma camisola larga, sentei-me no sofá com um saco de pipocas e vi um filme. Mesmo quanto os créditos começaram a passar, a minha campainha tocou, era a minha mãe. Trazia um saco cheio de biscoitos de limão acabados de fazer. Fiz um chá e ambas lanchámos.

- Tens planos para hoje à noite? – Perguntou-me.

- A Elenor disse que vinha cá a casa antes de jantar, por isso devo jantar com ela.

- Fazem bem.

Assim que acabámos a nossa conversa ela foi-se embora. Subi para o escritório, sentei-me em frente do meu portátil e verifiquei as minhas redes sociais. Pessoas desconhecidas e pessoas da minha antiga escola desejaram-me um feliz aniversário durante o dia todo, só depois reparei que nenhum dos rapazes me tinha enviado uma mensagem. Será que todos se esqueceram? O Harry nunca se tinha esquecido do meu aniversário. Fechei o computador e fiquei a olhar para o sol que se punha. De quem mais queria uma mensagem, não a obtive. A minha campainha tocou novamente e fui abrir a porta, era a Elenor.

- Vai tomar banho que eu vou escolher um conjunto para ti. Vamos festejar!
– Disse animada.

Assim como me obrigou, tomei um duche rápido e vesti-me. Nunca duvidem das escolhas de vestuário feitas pela Els porque são das melhores, o conjunto que me escolheu era divinal! Peguei numa mala e coloquei lá dentro a minha carteira, o telemóvel, os fones, lenços de papel, as chaves e pouco mais.
Perguntei-lhe onde íamos porque estava a planear levar o carro do Harry, mas não me disse e fomos no carro dela. Estávamos na estrada há mais de meia hora e já estava farta de perguntar para onde íamos sem obter respostas.

Quando finalmente estaciona-mos estávamos no parque de estacionamento de uma arena onde, pelo que vejo, haverá um concerto. As pessoas estavam a entrar calmamente e chegavam mais a cada segundo. Ainda não tínhamos saído do carro, a Elenor estava a mandar uma mensagem a alguém e a ajeitar uma pulseira que nunca lhe vira antes, não conseguia ver qual era por causa da escuridão que se formou dentro do carro.

- Onde va... – Ia eu a perguntar, mas, fui interrompida.

- Parabéns! – Disse-me envolvendo o meu pulso numa pulseira igual à dela.

Na pulseira lia-se: “ Ed Sheeran VIP”. Os meus olhos começaram a brilhar e um sorriso formou-se nos meus lábios. Saímos do carro e começamos a caminhar para uma porta distante da porta de entrada.

- Deves ter gasto um dinheirão nestes bilhetes! – Disse-lhe.

- Não. A tua foi oferta do próprio Edward.

Fiz uma nota mental para lhe agradecer mais tarde, se tivesse oportunidade de lhe dirigir a palavra. Entrámos com a autorização do segurança, mas tive a impressão que éramos as únicas VIP por aquela zona.

- Tens a certeza que podemos estar aqui?- Perguntei.

- Sim, vamos só fazer uma pequena paragem antes de irmos para junto da plateia.

A Elenor consegue surpreender-me cada dia. Bateu a uma das portas e do outro lado apareceu o Ed.

- Ed! – Um grito um bocado histérico escapou da minha boca.

- Parabéns London!

- Obrigada. E pelo bilhete também.

Ele sorriu e abraçou-me. Depois de uma breve conversa dirigimo-nos juntos em direção ao palco. Num certo sítio dividimo-nos e desejei-lhe boa sorte.
Segui para a plateia VIP e quando lá chegamos o Ed já estava a interpretar a primeira música. A meio do concerto, mais uma vez naquele dia alguém me consegui surpreender!

- Queria dedicar a música seguinte a uma amiga que está na plateia e que faz anos. Sei que é a tua preferida! – Anunciou ao microfone.

As minhas bochechas ganharam um tom avermelhado e sorri. Começou a cantar o “Wake Me Up”. Cantei ao ritmo dele enquanto abanava os meus braços com a Elenor. No final da música todas as luzes da arena se apagaram e um foco incidiu no vazio, perto da entrada para o palco. Umas vozes conhecidas começaram a cantar e mais uma vez apanharam-me desprevenida. Os rapazes caminhavam lentamente sobre o palco enquanto cantavam a “Moments”. Senti-me tão feliz naquele momento. Uma réstia de vergonha impediu que saltasse para o palco para me ir abraçar ao Zayn.
Esperei que desaparecessem pelo backstage para começar a correr pelo meio da multidão. Corri o mais que podia, evitando derrubar as outras pessoas. Quando cheguei perto da entrada para o palco gritei pelo nome do Zayn. Vi-o a espreitar por uma esquina, e, depois a vir na minha direção num passo apressado. Comecei a correr novamente e só parei quando me segurou firmemente nos seus braços. Depositei nos seus lábios um beijo apaixonado e enterrei a minha cara no seu ombro.

Quando vi os outros rapazes corri também para eles e abracei-os. O meu irmão chamou-me de velha como brincadeira. Fingi-me de zangada e virei-lhe as costas. Logo me abraçou por trás e me levantou no ar dizendo que estava a brincar. Agarrei-me ao pescoço dele e apertei-o com força. O abraço do meu irmão é tão reconfortante e especial. Voltámos para ao pé da Els, que não tinha saído da plateia, isto sem nunca largar a mão do Zayn.

- Sabias disto tudo, não sabias? – Perguntei à Elenor.

- Sim, sabia.

Abracei-a e agradeci-lhe. Vi o resto do espetáculo sem me largar do Zayn e antes de ir embora despedi-me do Ed, agradecendo-lhe mais uma vez.
Entrei para o carro da Elenor, mais o Zayn e o Louis. Ajeitei-me no banco de trás e deitei a minha cabeça no peito do Zayn, enquanto me abraçava. Olhei para o relógio digital do painel do carro e já passava a meia-noite, agora era oficialmente maior de idade.

Continua
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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Ter 11 Set - 15:59

Oh ela nem se lembrava do anos dela,que atenta que anda a menina London, sim senhora.
Ela é uma sortufa, eles são os queridos, aquela surpresa foi maravilhosa, o Ed também a Eleanor também, mas o Zayn*-* (já sabes que tenho muita pancada por ele ahah)
Mais sim?
Estou a gostar imenso da tua história.

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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Ter 11 Set - 16:02

Acho que nunca me esqueci do meu aniversário, agora que penso nisso, ahah xD
Eu também tenho muito pancada por ele, já somos duas!
Já escrevi o outro capítulo, basta-me revê-lo e posto Very Happy
Ainda bem que gostas, ainda não sei bem quanto capítulos faltam para terminar...
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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Ter 11 Set - 18:08

Hum mim gosta disso!!
Mas já tens um fim planeado né? :s
Por mim não acabava Wink

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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Qua 12 Set - 11:14

Sim, já tenho um fim planeado, só ainda não sei é quando irei acabar...
Tem de acabar :c mas por mim escrevia isto para sempre!


35º Capítulo


Acordei quando passavam poucos minutos depois das oito, considerava esta hora cedo, para um Sábado, mas em circunstâncias normais, estaria atrasadíssima! Olhei para o meu lado e o Zayn ainda dormia profundamente. Quando chegámos já era tarde, ninguém estaria acordado à espera dos rapazes, por isso decidiram passar a noite cá em casa. Levantei-me muito cuidadosamente e dirigi-me para a casa de banho nas pontas dos meus pés, não queria fazer barulho desnecessariamente. Depois de ter o cabelo escovado, atei-o com um elástico. Saí do quarto, deixando a porta encostada e fui para a cozinha. O Liam ainda dormia no sofá quando comecei a preparar a massa das panquecas. Comecei a ferver água para o chá enquanto aquecia a frigideira para as panquecas depois, ditei a primeira concha de massa.
Quando já tinha feito metade das panquecas que planeara fazer ouvi passos. Olhei para trás e vi que o Liam se dirigia a mim.

- Bom-dia Liam.

- Bom-dia.

- Acordei-te? – Perguntei-lhe. – Desculpa.

- Não, não acordas-te. – Disse enquanto se sentava ao balcão. – Cheira bem.

- Estou a fazer panquecas, se quiseres começar a comer estão aqui algumas já feitas.

- Eu espero por ti.

Sorri-lhe e concentrei-me de novo na panqueca que estava na frigideira, retirei-a e voltei a deitar uma concha de massa na superfície quente. Estar na mesma divisão com o Liam ainda me é tão estranho. Sinto que temos assuntos inacabados, e, que devíamos acabar. Sinto-me falsa quando falo com ele. Não consigo ser eu, é como se uma pessoa totalmente diferente se apoderasse de mim. Há dias em que ainda penso nele. Não posso mentir, sempre gostei do Zayn. Desde que nos beijámos pela primeira vez, nunca mais consegui esquece-lo, foi-me impossível.

Acabei de fazer as panquecas, coloquei os utensílios que usei no lava-loiça para lavar mais tarde, e, coloquei o prato das panquecas em cima do balcão. Servi duas canecas de chá, meti na minha caneca um cubo de açúcar e na dele dois, tal como ele gosta. Lembrei-me da noite em que ele me contou a verdade, sentia-me triste. Para disfarçar sorri enquanto me sentava ao lado dele, e continuei a sorrir para que ele não reparasse na tristeza que os meus olhos possuíam.

- Podes parar de sorrir? – Pediu-me.

- O quê?- Fiquei confusa.

- Não precisas de ser assim comigo. Podes parar de sorrir, sei perfeitamente no que estás a pensar.

- Liam, eu... – Comecei.

- Cheira-me a panquecas! – Disse o Niall irrompendo pela cozinha.

Foi como se a realidade começasse novamente. Levantei-me, cumprimentei o Niall, servi-lhe leite achocolatado, porque sei que gosta de começar assim o dia. Depois encostei-me ao balcão a beber o resto do chá, tinha perdido o apetite. Meti a caneca no lava-loiça e decidi que me iria deitar novamente.
Encontrei a Elenor e o Louis no corredor e abracei os dois. Abri a porta do meu quarto. O Zayn ainda dormia, como esperava. Sentei-me na cama e deitei-me tapando-me até à cintura. O Zayn virou-se para mim e rodeou-me com um braço, continuava a dormir e decidi segui-lhe o exemplo. Nada melhor que uma boa sesta para esquecer e tudo o que eu queria fazer era esquecer.

- Babe? – Ouvi o Zayn a chamar-me. Ele sempre me chamara assim.

- Hummm... – Resmunguei virando-me para ele.

- São quase onze horas, tenho de ir a casa. Queres acompanhar-me?

- Sim, claro.

Beijou-me nos lábios levemente e levantou-se. Levantei-me também e enquanto ele tomava o pequeno-almoço tomei um duche. Vesti-me e sequei o cabelo enquanto ele se vestia. Depois de pegar na minha mala, fui à sala despedir-me dos rapazes e da Elenor. Dei um beijo na bochecha do Harry e saí em direção ao elevador. Ninguém iria ficar lá em casa por muito mais tempo. A Elenor e o Louis iriam almoçar a casa do Louis, o Liam vai para casa, o Niall também e o Harry vai almoçar a casa da nossa mãe.

Assim que saímos do prédio, apanhámos um táxi, visto que o único carro disponível era o do meu irmão e ele vai precisar dele. Em poucos minutos estávamos à porta da casa da família do Zayn. Tirei a segunda mala enquanto ele pagava ao taxista, mal fechei a porta da mala, ele arrancou e foi à procura de mais clientes. Estiquei a pega da mala mais pequena e segui o Zayn até à entrada. Ele tirou as chaves do bolço e enfiou a chave na fechadura, mesmo antes de conseguir abrir a porta, alguém abriu a porta por dentro. Era a sua mãe que logo se abraçou ao filho a chorar. O Zayn abraçou-a também e entrou para dentro. Entrei atrás dele e deixei a mala perto da porta. Fiquei ali parada a ver o Zayn a abraçar toda a gente. Não conheço ninguém, tirando os pais e as irmãs, mas nunca me tinha sentado com eles a conversar.
Digamos que hoje é que me vou apresentar à família dele, apenas tinha entrado na casa dele duas vezes, uma para fazer um trabalho escolar, mas não estava ninguém em casa e outra vez porque ele se tinha esquecido da carteira quando fomos jantar todos ao Nando’s. Nunca tinha passado da sala e da cozinha. Tímida como sou, fiquei á espera que me apresentasse. Pegou-me na mão e apresentou-me à sua família, pouco depois já não me lembrava de metade das pessoas, só as associava ao grau de parentesco.

- Quando me disseste que tinhas namorada, esqueceste-te de mencionar que era linda e que era irmã do Harry. – Disse a Safaa, a irmã mais nova do Zayn. Acho incríveis a parecenças com o irmão. Eu e o Harry nem somos parecidos.

Senti as minhas bochechas a queimarem e de certeza que ganharam um tom rosado. O Zayn abraçou-me e enterrei a cara no peito dele para esconder a minha vergonha. Assim que o olhei, beijou-me a testa e dirigimo-nos todos ao jardim. Estavam duas mesas preparadas para o almoço e cheirava bem.

- Foi o pai do Zayn que cozinhou, se não gostares de alguma coisa diz, está bem querida? Eu preparo-te outra coisa. – Disse-me a Tricia, a mão do Zayn.

- Não será preciso, tenho a certeza que estará tudo maravilhoso.

Ao meu lado estava o Zayn e uma das suas irmãs. Há frente da mãe do Zayn estava um tacho enorme que fumegava por todo o lado e enquanto ela servia, íamos passando os pratos para as pessoas mais distantes. Depois de toda a gente ter um prato cheio à frente começamos a comer. Na primeira garfada que meti à boca apercebi-me que estava delicioso, embora um pouco picante fazendo que entre algumas garfadas tivesse de beber um pouco de sumo. No final do almoço todos ajudámos a arrumar a loiça suja e ficámos pelo jardim. Algumas pessoas rodopiavam na relva ao som de uma aparelhagem posta intencionalmente ali. Reconheci algumas músicas tradicionais do Paquistão. Soltei os meus pés das sabrinas e sentei-me no chão a ver todos a divertirem-se. De repente o Zayn aparece à minha frente e estende-me uma mão.

- Vamos dançar. – Disse-me.

Levantei-me com a sua ajuda e segui-o para o meio do relvado enquanto a relva me deixava uma sensação agradável nos pés. Uma música animada começou a ressoar pelo jardim e várias pessoas nos rodearam dançando. Eu e o Zayn acompanhávamos os outros de mãos dadas enquanto dançávamos ao nosso ritmo. Ele fez-me rodopiar sobre mim fazendo o meu cabelo voar e, depois agarrou-me num abraço reconfortante. Ambos rimos. A meu ver, era um final de tarde bastante agradável.
Continua
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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Qua 12 Set - 13:54

Tenho de admitir que este capitulo está assim mesmo, não tenho palavras.
Aquela cena com o Liam, acho que eles tem mesmo de falar e tu pões lá o Niall de propósito... Ai, ai menina mim acha que não deves fazer isso Smile
Mas pronto desde eles depois resolvam tudo por mim. Só quero que saibas que achei mesmo fofo o facto de ela ir conhecer a família dele e ele é um querido e podia ficar aqui o dia todo a descreve-lo. Também quero um Zayn sim?
Mas bem por mim também podes escrever isto para sempre sim?
Estou a adorar e quem mais em breve!!

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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Qua 12 Set - 14:28

Awww, obrigada *-*
Ai, quem não quer um Zayn? o: Estaria maluca se não quisesse o Zayn, muahah.
Ainda tenho de acabar de escrever o próximo capítulo :b
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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Qua 12 Set - 15:25

Oh de nada, só disse a verdade.
É bem verdade.
Acaba então e depois publica Smile

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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Qui 13 Set - 17:36

Está aqui, apesar de não ser muito relevante...
Bom, amanhã começo as aulas, deus me ajude o:

36º Capítulo


Passava agora um quarto das onze da noite. Depois de jantar em casa do Zayn, o Harry foi-me buscar e voltámos para o meu apartamento. Iriamos ter uma noite bastante calma, visto que o Louis passará o fim-de-semana em casa dos pais.

Depois de vestir o pijama, subi para o escritório e liguei o computador, vou apenas atualizar-me. Poucos minutos depois o meu telemóvel começou a tocar. Desci a escadaria a correr, mas com cuidado porque ainda tenho medo de me desequilibrar visto que não tem um corrimão. Dirigi-me ao meu quarto e atendi, sentando-me na cama, era o Niall.

- Podes vir a minha casa? – Pediu-me. Algo no tom de voz dele estava errado.

- O que se passa?

- Vem apenas, por favor.

Não me deixou dizer mais nada e desligou. Fiquei preocupada. Peguei num casaco quente, meti o telemóvel, as chaves e a chave do carro do Harry no bolço e, vesti o casaco mesmo por cima do pijama, vou de pantufas também.

- Harry, vou a casa do Niall! – Disse saindo sem esperar por uma resposta.

Desci até ao parque subterrâneo, entrei no carro e saí apressadamente. Conduzi o mais rápido que consegui e poucos minutos depois estava à porta da casa do Niall. Estacionei ao lado do passeio e saí. Corri para a entrada e toquei freneticamente à campainha, estava frio apesar de já estarmos na primavera. O irmão do meu melhor amigo abriu a porta e ficou surpreso por me ver. Já não nos víamos há algum tempo.

- Olá London! Estás crescida! – Disse antes de me dar um beijo na face.

- Ah, olá Greg. Já não nos víamos há algum tempo. – Olhei em volta e não encontrei o Niall. – O Niall?

- Está no quarto, ele não jantou...deve estar doente.

- Vou ver dele.

Encaminhei-me ao quarto do Niall, no fundo do corredor, sei perfeitamente onde fica. Quando eramos pequenos, eu passava as tarde todas aqui em casa, digamos que era a minha segunda residência. Bati á porta mas ele não abriu, por isso abri a porta devagar e espreitei para dentro. Estava deitado na cama, tapado até à cabeça. Estranho, nunca vi o Niall assim. Fechei a porta com o máximo do cuidado para não fazer barulho. Será que está a dormir?

- Mãe, já disse que não quero comer! – Disse com algum rancor na voz.

- Bem, se sou tua mãe não me lembro, e, não trago o jantar.

- London, foste rápida.

- Vim o mais rápido que consegui. – Fiz uma pausa. – O que se passa?

Não respondeu. Voltou a deitar a cabeça na almofada e ficou e encarar a parede. Tirei o meu casaco e pendurei-o no cabide atrás da porta. Sentei-me na cama ao pé dele e não disse nada, apenas o olhava. Custa-me ver o Niall assim. Quem gosta de ver o melhor amigo em baixo? Penso que ninguém gosta de ver uma pessoa que ama triste. Sem mencionar que o faria, deitei-me ao lado dele e abracei-o. Ele apertou-me com força e suspirou. Ficámos assim um bocado, até que ele se levantou e se sentou em frente ao computador. Ligou a internet numa página que se intitulava de “ Niall fora dos One Direction”. Voltou a levantar-se e deitou-se novamente. Sentei-me em frente do ecrã e cada palavra que lia daquele texto disparatado ofendia-me. Criticavam o Niall de todas as maneiras possíveis e imaginárias. Reportei abuso da página e esperei que alguém a cancelasse. Sentei-me de novo na cama ecoloquei a minha mão sobre o braço do Niall.

- Niall, não podes ligar às coisas que terceiros dizem sobre ti. És perfeito na tua maneira de ser e tudo o que para ali escreveram são patetices! As pessoas falam do que não sabem. Os One direction sem ti ou sem outro dos rapazes nunca seriam os One Direction. Tens muitas pessoas que te amam muito. Eu, o teu irmão, a tua família, os rapazes, e os teus outros amigos. Vá, não podes ficar assim... Faz isso por mim!

Ele olhou-me e abraçou-me. Senti-o a sorrir.

- Assim está melhor. Nada de ficares assim outra vez, ouviste meu trevo da sorte? – Sempre o chamei assim.

- Obrigado por existires.

Levantei-me, peguei-lhe numa das mãos e puxei-o até à cozinha. Procurei por frango e fritei-o. Meti-lhe a travessa à frente e ambos comemos. A mãe do Niall já dormia e o Greg estava no quarto. Depois de arrumarmos a cozinha, fui ao armário dos doces, peguei num pacote de gomas e voltámos para o quarto. Ligámos o leitor de DVD’s e vimos um filme. Eram três da manhã quando nos deixámos dormir.


No dia seguinte acordei com uma dor bastante forte nas costas, estava a dormir à ponta da cama com um braço pendurado e toda torta. Endireitei-me sobre a cama e fiquei a olhar o teto, já não dormia em casa do Niall há tantos anos que já lhes perdi a conta. Olhei para o relógio e reparei que já passavam da nove da manhã.

- Niall, acorda. – Disse abanando-o.

- Bom-dia! – Disse-me espreguiçando-se.

Levantei-me e fui à casa de banho, atei o cabelo visto que estava todo emaranhado e voltei a sair, para o que o meu melhor amigo pudesse fazer a sua rotina matinal. Encaminhei-me à cozinha e encontrei a mãe do Niall.

- London, por aqui tão cedo? – Perguntou-me. Depois reparou no meu pijama. – Dormiste cá?

- Sim, espero que não se importe.

- Ah, claro que não. És sempre bem-vinda nesta casa!

Sorri-lhe a ajudei-a a preparar o pequeno-almoço. Segundos depois apareceu o Niall e o Greg. Comemos todos juntos e depois de ajudar na arrumação da cozinha vesti o meu casaco para ir para casa. O Niall disse que apareceria lá em casa à tarde. Despedi-me de todos e dirigi-me ao carro. Minutos depois estava a estacionar no parque subterrâneo. Entrei no elevador, mas já lá estava uma vizinha. Senti-me envergonhada, estava de pijama, tinha olheiras e o meu cabelo estava num estado horrível. Desejei-lhe bom-dia e subimos juntas até ao terceiro andar, onde ela mora. Subi o resto dos andares, sozinha. Quando entrei para o meu apartamento o Harry ainda estava a dormir. Fui para o meu quarto, pendurei o casaco e coloquei o telemóvel sobre a cama. Assim que me deitei para ler apareceu o meu irmão.

- Bom-dia. – Disse-me.

- Bom- dia Harold.

- Dormiste em casa do Niall?

- Sim, bem na verdade adormeci sem dar conta.

- O que é que ele tinha?

- Viu uma página da net em que um grupo de criaturas horríveis, o queriam fora da banda. Mas já está tudo resolvido...

O Harry deitou-se ao meu lado e pegou no meu telemóvel. Uns segundos depois estávamos ambos a cantar a alto e bom som. Ri-me até ficar com dor de barriga. Isto tudo fez-me perceber que nada tinha mudado, continuava o Harry de sempre, e, isso faz-me feliz. Depois de almoçarmos chegou o Niall seguidos pelo Zayn e pelo Louis. Faltava o Liam, o que estará a fazer?

- Então o Liam? – Perguntou o Harry.

- Disse-me que iria ao bowling com a irmã. – Respondeu o Zayn enquanto me abraçava no sofá.

Passámos o resto da tarde a ver televisão e a jogar jogos de tabuleiro. Um típico Domingo na minha vida.


Continua
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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Qui 13 Set - 21:10

Bem tive de vir comentar isto antes de ir acabar de arranjar tudo para amanhã-.-
Adorei o capitulo como sempre e o Niall não devia ficar tristonho com essas coisas estúpidas e de pessoas que não tem mais nada para fazer porque ele é tão lindo *-*
Mas bem quando puderes postar mais posta sim? Smile
Fico à espera e bom começo de aulas para ti querida <3
Desculpa o comentário sem jeito.

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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Sex 14 Set - 17:50

Ontem também tive de arrumar tudo, não sei bem para quê porque só necessitei de uma caneta -.-
O Niall é lindo, não sei se sou só eu, mas eu acho-o perfeito *-*
Vou começar a escrever um capítulo novo e devo postar amanhã, ou ainda hoje...
Obrigada Very Happy Espero que te corra tudo bem, também!
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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Sex 14 Set - 22:32

Ahah é a vida Smile
Eu também acho por isso já somos duas!!
Posta posta*-*
Obrigada Smile

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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Sab 15 Set - 14:07

Aqui está, espero que goster Very Happy
Ainda não sei em que capítulo vai acabar, mas estou perto disso.


37º Capítulo


O Zayn estava-me a ligar o que indicava que já estava à minha espera. Peguei na minha bolsa e num casaco, porque o tempo em Londres é sempre incerto. Despedi-me do Harry com um beijo e saí apressadamente. Desci no elevador com uma vizinha muito simpática, noutro dia tinha-me oferecido bolos de canela. Não tem filhos e o marido já morreu, acho que tem saudades de “tomar conta” de alguém, então trata-me como um autêntica filha.

Entrei no carro do Zayn e cumprimentei-o com um beijo demorado. Seguimos para o jornal, onde estacionou em segunda fila por falta de espaço.

- Venho-te buscar para almoçarmos? – Perguntou-me.

- Sim, gostaria muito.

- Venho-te buscar ao meio-dia e meio.

- Ok.

- Amo-te. – Disse-me antes de sair do carro.

- E eu a ti, muito.

Dei-lhe um beijo e saí. Cumprimentei a rececionista e o Jake, que estava a sair do elevador. Subi para o piso onde trabalhava e encaminhei-me para a minha secretária. Poisei o casaco nas costas da cadeira e coloquei a minha mala a um canto da mesa retangular. No centro da mesa encontrava-se um envelope branco com um bilhete colado. “Hoje quero que escrevas sobre estas fotos”, esta frase estava escrita tinta azul e percebi perfeitamente que era a caligrafia perfeita da diretora. Abri o envelope com cuidado e despejei um conjunto de fotografias sobre a mesa. Quando observei melhor era o meu irmão com uma rapariga que é nossa amiga de infância. Numa das fotos estavam abraçados, noutra estavam ambos a entrar para o carro dele e na última estavam dentro do carro. Ri-me com a situação, devem todos pensar que têm uma relação. Coitada da rapariga já deve ter um grupo de inimigas fenomenais. Comecei então a escrever o meu texto para a minha pequena coluna diária, expliquei que era nossa amiga desde o infantário e que as fãs podiam estar descansadas, o meu irmão ainda se encontra solteiro. Ter um assunto para comentar foi mesmo bom, já ando saturada de escrever sempre sobre a banda, com tantos artigos que já escrevi as ideias começam a escassear.

Quando dei por mim passavam três minutos do meio-dia. Peguei na minha mala e saí. O Zayn estava estacionado perto da entrada e não foi difícil de encontra-lo. Entrei e cumprimentei-o. Decidimos ir almoçar a um pequeno restaurante no centro de Londres. Algumas raparigas abordaram o Zayn e até tirei uma fotografia dele com duas fãs. Quando finalmente entrámos para o restaurante, pedimos e enquanto esperávamos contei-lhe o que aconteceu no jornal. Ele riu-se de tudo aquilo e fomos interrompidos pelo empregado de mesa que trazia os pratos na mão. Sinto que é com o Zayn que quero passar o resto da minha vida. Chegarmos a casa ao final da tarde ele sentar-se ao pé de mim na cozinha e observar-me a cozinhar enquanto lhe conto como foi o meu dia. Ele é o homem da minha vida e não posso negá-lo.

Depois de almoçarmos demos uma pequena volta a pé pelas redondezas, sem nunca largar a sua mão, não queria. Quando estou sozinha dou por mim a desejar a companhia do Zayn. Ele conforta-me e mantém-me entretida, mesmo com as coisas mais tolas.

Às duas voltei para o jornal e acabei o artigo, entreguei-o à diretora que desconfiou logo que fossem apenas amigos, mas dei-lhe a garantia de que não tinham nada mais que uma longa amizade. Perto das quatro quando arrumava a minha mesa de trabalho vi o Zayn a entrar pela porta. Caminhou até à minha secretária e beijou-me. Vi o Kyle a olhar-me com um olhar bastante perverso e abanou-me as sobrancelhas. Deite-lhe a língua de fora e ri-me.

- Pensei que podíamos ir dar uma volta por aí.

- Sim, deixa-me só acabar de arrumar isto.

Arrumei os papéis que restavam em cima da mesa, peguei no casaco, na mala e por fim, na mão do Zayn. Acenei ao Kyle e despedi-me do Jake na entrada. Agora pensando melhor sou uma das quatro mulheres que trabalham no jornal, a contar com a diretora. Caminhávamos sem destino definido pelas ruas movimentadas. Quando chegávamos perto de uma loja de tatuagens vi um casal a sair de lá abraçados e a exibirem as tatuagens iguais que tinha feito no braço. Olhei para o Zayn e ele olhou para mim, como se pensássemos na mesma coisa. Entrámos então na loja e fomos atendidos por um homem que tinha apenas a cabeça livre de tatuagens, assustei-me um pouco com ele.

- Ora então, o que vão querer? – Perguntou-nos.

O Zayn disse que queria tatuar um coração perto da anca, porque me representaria. Eu peguei num papel e desenhei o que queria tatuar no meu pulso. Há uns anos que andava com aquela ideia e nunca a pude meter em prática. Primeiro foi o Zayn. Quando chegou a minha vez comecei a ficar nervosa. Poisei o meu braço numa superfície almofadada e forrada a plástico. Apertei a mão do Zayn com tanta força que receava parar-lhe a circulação.

- Ai, vai doer! – Disse escondendo a cara com os meus próprios cabelos.

- Estou aqui. – Disse o Zayn deitando a minha cabeça no seu peito depois, senti um beijo no cimo da mesma.

O homem começou a fazer os contornos e não doía tanto como esperava que doesse, mas deixei a cabeça no peito do Zayn, porque achava que era o melhor a fazer.

Depois de acabada(http://weheartit.com/entry/23424601/via/mariananereu) e desinfetada olhei para a minha nova marca pessoal e adorei, não podia ficar melhor. O meu desenho tinha sido melhorado e estava soberbo, não podia pedir mais. Sorri com aquilo e agradeci ao senhor. Quando saímos da loja não podíamos estar mais contentes e decidimos celebrar com um gelado. O tempo quente aproximava-se e adorava esse facto. Adorava outra coisa também. O facto do Zayn estar aqui ao meu lado e não ir a nenhum lado.
Continua
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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Qui 20 Set - 19:07

Omg, eu li e depois tinha coisas para fazer e prometi que vinha comentar quando acabasse e só vim hoje-.- Desculpa.
Mas bem adorei como sempre. Eles são uns fofos*-*
Quero mais sim? Smile

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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Qui 20 Set - 20:51

Não faz mal querida Very Happy
Ainda bem que gostas-te!
Está quase a acabar s:
Ps: já viste o novo vídeo deles? Ia morrendo com tanta beleza junta !

38ºCapítulo


O tempo ultimamente tem passado mais rápido do que esperava. Estamos agora no Verão. Só o facto de puder voltar a usar calções e vestidos pôs-me mais feliz.

Apesar de ser Sábado, acordei cedo. Hoje tinha de arrumar os quartos, o meu quarto tem algumas coisas fora do lugar e o quarto dos rapazes está um desastre total! Há roupa espalhada pelo chão e acho que até há uma meia pendurada no candeeiro, sinceramente o que é que eles andam a fazer com a roupa interior? Meti o cd do Ed Sheeran na aparelhagem da sala e abri uma janela para que o fresco matinal entrasse. Os rapazes saíram há mais ou menos uma hora para trabalhar no estúdio. Comecei por arrumar o meu quarto, mal me deu trabalho. Depois segui para o quarto dos rapazes onde gastei mais de uma hora. Enchi um cesto de roupa suja e meti-a a lavar. De seguida acabei por arrumar a sala e a cozinha, o cd já estava a repetir pela segunda vez, mas não me importava. Quando estava tudo no devido lugar bebi um iogurte e fui tomar banho. Vesti-me (http://weheartit.com/entry/36393470/via/mariananereu) e sequei o cabelo esticando-o até não puder mais. Peguei numa pequena mecha da franja e fiz uma trança, depois prendia debaixo do cabelo com uns ganchos. Já não arranjava assim o cabelo há algum tempo, acho que a última vez tinha ainda dezasseis anos. Calcei umas sandálias, peguei na mala e no meu artigo de fim-de-semana, fiquei de o entregar hoje até ao meio-dia. Ainda eram dez horas. Apanhei o autocarro e saí numa paragem a dois quarteirões do jornal. Caminhei lentamente pelas ruas quase desertas visto que esta zona da cidade não é muito movimentada, serve mais como zona industrial. Entrei no jornal e subi diretamente para o gabinete da diretora. Bati à porta e entrei. Entreguei o artigo e voltei a sair. Desta vez apanhei um táxi até ao centro da cidade onde tinha ficado de me encontrar com a Elenor.

- London! – Ouvi alguém a chamar-me.

Voltei-me e encontrei a Elenor a acenar-me, na outra mao tinha um copo do Starbucks, típico.

- Olá Els. – Disse abraçando-a.

Fizemos umas compras pelas lojas locais e fomos até ao meu apartamento que ficava perto. Deixámos os sacos na entrada e saímos a correr porque já estávamos atrasadas para o nosso almoço com os rapazes. Iriamos ao Nando’s. Os rapazes esperavam-nos à entrada. Não estranhei não terem fãs por perto, ainda estamos em tempo de aulas e é onde estarão neste preciso momento. Dirigi-me ao Zayn e abracei-o beijando-o. Ele beijou-me e sorriu-me. Beijou-me outra vez, e outra vez e outra vez. Beijou-me vezes sem conta e acabou dando-me um beijo na ponta do nariz.

- Estamos muito carinhosos hoje. – Disse sem quebrar o nosso abraço.

- Eu amo-te, sabias?

- Sabia, sim. Mas sabes uma coisa?

- O quê?

- Eu amo-te mais.

Beijei-o novamente e fui cumprimentar os outros rapazes. Entrámos e sentámo-nos na mesa de sempre. Pedi uma salada de frango e um sumo de ananás bem fresco. Enquanto a comida não chegava metemos a conversa em dia, ultimamente não nos temos juntado todos e conversado, o que lamento imenso. Os pratos foram finalmente entregues e comi silenciosamente, gostava de assim o fazer. Depois de pagarmos ficámos um grande bocado na rua a olhar uns para os outros antes de decidirmos o que iriamos fazer. Cada um decidiu voltar para as suas famílias, iriam todos para casa, incluindo o Harry que iria fazer uma visita à nossa mãe, fui ontem a casa dela, por isso decidi não o acompanhar. O Zayn escolheu passar o resto da tarde comigo, o que aprecio imenso. Tinha vindo para o centro com a Elenor, mas o meu apartamento não ficava muito longe. Caminhámos num passo regular, sempre de mãos dadas. Algumas fãs apareceram pelo caminho, nunca me irei habituar cem por cento a isso, é estranho estarmos na rua com o nosso namorado e de cinco em cinco minutos alguém nos abordar como se fossemos amigos de longa data. Incomoda um pouco, mas tento ser simpática e compreensiva.

Quando chegámos ao meu apartamento, poisei as coisas no meu quarto enquanto o Zayn foi à casa de banho. Sentei-me na cama de costas viradas para as portas, observada o prédio do lado, digamos que a minha janela não tem a melhor vista mas podia ser bem pior. Vi um homem a passar na janela e foi tudo o que vi, porque o Zayn apareceu sem fazer ruido e abraçou-me por trás. Saltei com o susto e comecei-me a rir.

- Qualquer dia mato-te, se não me matares antes com um ataque de coração.- Disse.

- Por favor, eu consigo matar-te só de tirar a camisola! – Afirmou todo convencido.

- Ah sim? Gostaria de ver.

Assim como tinha dito, tirou a camisola e deixou-a em cima da cama. Caí para a cama fingindo-me de morta. Não via nada, apenas escuridão devido aos meus olhos estarem cerrados. Queria que parecesse o mais realista possível. O Zayn riu-se e senti o colchão a ceder ao seu peso. Fiquei o mais quieta que conseguia. Ele riu-se e senti um beijo nos meus lábios. Não reagi a tal e continuei a interpretar o meu papel de morta. Senti outro beijo e outro seguido ao primeiro, continuava a não reagir.

- Então? Vais ficar assim para sempre? – Perguntou-me.

Não lhe respondi. Depois senti um beijo no meu pescoço, arrepiei-me e o meu corpo estremeceu.

- Não consegues aguentar muito mais. – Disse rindo-se na minha cara.

- Estou morta, não posso responder! – Disse rindo-me também, mas sem
abrir os olhos.

Mais uma vez senti um beijo nos meus lábios e uns braços fortes e reconfortantes envolveram-me.

- Eu amo-te, sabias? – Perguntou-me.

Abri os olhos e antes de um beijo apaixonado sussurrei “Sim, sabia. Também te amo”.

Continua

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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Sex 21 Set - 12:48

Oh que capitulo mais fofo*-*
Adorei como sempre e não gosto nada que esteja a a acaba :s
Mas bem continua que eu quero mais!!
E sim vi o video e a música omg*-* I just love it!!

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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Sex 21 Set - 19:24

Obrigada *-*
Podes contar com mais um três capítulos.
Estou a tratar do próximo, está quase :b
É tudo perfeito, a música, o vídeo, tudo :c
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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Sex 21 Set - 19:57

Oinn *-* estão todos os capítulos perfeitos
e vá, posta rapidinho o penúltimo cap
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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Sex 21 Set - 20:25

A Ana voltou, ihih :c
Aqui está, espero que gostem, sim? *-*


39º Capítulo


Tenho de entregar um trabalho para o jornal até amanhã e ainda não fiz praticamente nada. Consiste em estatísticas e ainda só recolhi os dados, nunca fui boa a matemática, preferi sempre as disciplinas de letras, como Inglês e literatura. Pensei em ligar ao Liam para me ajudar, ele sempre foi ótimo a matemática, antes dos testes tirava sempre as minhas dúvidas com ele.

Estava agora sentada ao balcão a tomar o pequeno-almoço, é Domingo a decisão mais difícil que tive de fazer hoje foi se beberia chá ou café. O Louis está a preparar torradas para ambos e o Harry ainda dorme profundamente. Depois de comer, tomei um banho demorado, estava seriamente a pensar se deveria, ou não, pedir ajuda ao Liam. Com a ajuda dele acabaria o trabalhado em uma hora ou menos, sem a ajuda dele posso gastar um dia desnecessariamente. O problema é que ainda me sinto estranha quando ele anda por perto. Vesti uma roupa simples, não planeava sair de casa. Peguei no telemóvel e percorri a minha lista de contactos até chegar ao número do Liam. Carreguei nele e apareceu-me um menu com variadas escolhas, como uma chamada de voz, uma mensagem, uma chamada de vídeo e etc. Carreguei na chamada de voz e levei o telemóvel até ao ouvido, esperei pacientemente que atendesse. Sentei-me na cama e encolhi os joelhos até ao peito.

- Estou?

- Hum... Liam, preciso que venhas cá a casa. – Disse sem rodeios.

- O que precisas?

- Ajuda num trabalho de estatística para o jornal. Podes ajudar-me?

- Sim, claro. Daqui a quinze minutos estou aí.

Poisei o telemóvel ao meu lado. Ainda não conseguia acreditar no que tinha acabado de fazer. Estiquei o braço até à mesinha de cabeceira para pegar numa pequena caixa que o Harry me tinha dado há muitos anos. Abria e logo a bailarina começou a dançar ao ritmo da música que emanava da caixa assim que se abria. Fiquei ali, deitada, por muito tempo a ouvir a música e a ver a bailarina de plástico a rodar. Quando a campainha tocou, levantei-me e quando cheguei à sala o Louis já tinha aberto. O Liam desejou-me um bom-dia e desejei-lhe a ele também. O Lou voltou a sentar-se no sofá a ver o que estava a ver na televisão.

- Então, vamos? – Perguntou.

- Sim.

Subimos para o escritório onde lhe entreguei todas as folhas dos dados que recolhi. Expliquei-lhe o que tinha de fazer e liguei o computador. Ele começou a fazer as contas e por vezes explicava-me como se faziam. Entretanto eu ia dando corpo ao trabalho com textos. Já tinha três páginas de trabalho quando o meu telemóvel tocou, era o Zayn.

- Almoçamos hoje? – Perguntou-me.

- Não vai dar, tenho de acabar o trabalho de que te falei ontem. Tenho cá o Liam a ajudar-me.

- Hum... ok.

- Podemos jantar se quiseres! – Disse animada.

- Sim, vou-te buscar às sete.

- Amo-te.

- E eu a ti, muito.

Desliguei e poisei o telemóvel de novo na mesa do computador, acabei a frase que tinha começado a escrever enquanto o Liam fazia algumas contas na calculadora.

- Não te queria impedir de almoçares com o Zayn. – Disse-me o Liam.

- Podemos jantar. Estás-me a ajudar, não peças desculpa por nada.

- Estamos quase a acabar. – Disse entre um sorriso encorajador.

Continuei com os textos e ele com os cálculos. Ao fim de uma hora e pouco tínhamos acabado, e, era hora de almoço. O Harry estava a fazer qualquer coisa que cheirava muitíssimo bem.

- Fica para almoçar! – Sugeri ao Liam.

- Gostaria muito.

Sentámo-nos os quatro à mesa, eu, o Liam, o meu irmão e o Louis. O almoço cheirava bem, mas o sabor era ainda melhor! O Harry esmerou-se. Depois de almoçarmos eu e o Louis, lavámos a loiça e fomos todos para a sala assistir a um filme de comédia que o Louis tinha alugado no videoclube.

A meio da tarde começou a chover como nunca tinha visto chover. Havia
pequenos lagos na estrada à frente do prédio e, o barulho da chuva a cair sobre o telhado era demasiado alto para os meus ouvidos. Acabei por cancelar o jantar com o Zayn, não iriamos sair com este tempo. Entretanto o Liam estava à espera que começasse a chover menos para se ir embora. Fui para o meu quarto, apetecia-me estar sozinha. Deitei-me na cama e fiquei a encarar o teto por longos minutos, até que alguém abriu a porta do meu quarto e me interrompeu. Fiquei na mesma posição e esperei que se aproximasse.

- É só para avisar que vou embora. – Disse o Liam assim que entrou no meu campo de visão.

- Mas ainda está a chover torrencialmente! – Não obtive resposta. – Tem cuidado... – Pedi-lhe.

- Sabes que sim. – Disse-me.

Deu-me um beijo na testa e fiquei atordoada. Quando ouvi o clique da fechadura da porta caí em mim. O conforto dos lábios dele na minha testa. Afastei os meus pensamentos daquele toque e enterrei a minha cabeça na almofada. Sentia-me uma preguiça imensa, depois, senti uma raiva capaz de explodir tudo num raio de extensos quilómetros. Porque é que ele me traiu? E ainda por cima, como teve a lata de mo dizer? Esperneei para ver se aliviava um pouco, mas sem resultado. Levantei-me e reparei que por de trás da minha porta estava pendurado o casaco do Liam. Atirei-o para cima da cama e fiquei a pensar no que fazer com ele. Decidi ligar-lhe.

- Deixas-te cá o teu casaco. Importas-te de vir buscá-lo? – Perguntei.

- Vou ai amanhã, não vou voltar atrás.

- Vem buscá-lo! – Exigi.

- Porquê?

- Porque te estou a pedir ou é pedir muito? – Quase que berrei.

- Porque é que estás a falar comigo assim? – Fez uma pausa e senti um
suspiro longo do outro lado da linha. – Não te fiz nada.

- Porquê? Tantos porquês! Porquê isto, porquê aquilo.

- Que se passa?

- Liam, porque é que me traíste?

- Como assim? Não estou a perceber.

- É isso que te perguntei! Porque é que me fizeste o que fizeste?

O tom da minha voz estava alterado e as lágrimas ameaçavam escorrer pela minha face a qualquer momento.

- Queres mesmo saber o que aconteceu? – Disse gritando comigo também.

- Se não for pedir muito!

- Nunca te traí! NUNCA! – Disse. Senti-me chocada. Como assim nunca me traiu? Ele mesmo tinha confessado. – Sempre soube que desejavas o Zayn. Também que não deseja? Aquela sorriso perfeito o cabelo, tudo! É ou não é? Diz-me!

As lágrimas começaram a escorrer pela minha face. Como é que ele sabia que eu sempre gostei do Zayn?

- Mas eu amava-te tanto... – Disse entre soluços.

- Pena, porque eu também te amava, e, não penses que já não amo porque, amo-te com todas as minhas forças. Nunca te traí, apenas inventei tal coisa para te dar um pretexto para ficares com o Zayn. Sempre te quis ver feliz London, mesmo para que isso fosse preciso abdicar da minha própria felicidade. Eu sempre te amei... – Disse-me e pude notar que chorava.

O Liam estava a chorar, raramente o fazia. Ele ama-me e fez de tudo para que fosse feliz ao lado do Zayn. Sentei-me na cama ainda com o telemóvel perto do ouvido. Um silêncio apoderou-se de ambos. Queria-o perante mim, queria-o abraçar e pedir desculpa por tudo.

- Liam, descu...

De repente oiço um enorme estrondo do outro lado da linha e de seguida o silêncio predominou. Conseguia ouvir a chuva a embater na estrada e no carro, mas, nada mais.
Continua
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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Sex 21 Set - 21:54

Oh meus deus é o Liam que vais matar Surprised
Sempre pensei que fosse o Zayn, não o Liam. Hum e agora tudo faz sentido coitadinho do Liam Sad Eu gosto muito do Zayn mas o Liam também é o Liam!!
Agora fiquei muito triste:s
Vá quero mais sim? E está quase a acabar Sad

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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Sex 21 Set - 21:56

Tens de esperar para ver o:
Ainda não escrevi o outro, mas prometo que posto em breve :c
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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Sex 21 Set - 23:06

Pois tenho :s
Ok, leva o tempo que precisares Smile

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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Sab 22 Set - 17:16

Afinal vai ter mais um capítulo que o previsto :b
Peço desculpa por algum erro s:
Espero que gostem Very Happy

40º Capítulo


Os meus joelhos cederam. Chamei pelo Liam, uma, duas vezes, vezes sem conta e do outro lado da chamada apenas conseguia ouvir chuva. Ao longe comecei a ouvir pessoas a gritar e sirenes a aproximarem-se. Não. Não podia estar a acontecer. As lágrimas caiam violentamente pela minha cara e não tinha forças para me levantar. O telemóvel deslizou-me pela mao e embateu no chão fazendo um pequeno estrondo. Chorava cada vez mais alto e o meu queixo tremia descontroladamente. Escondi a cara nas mãos e foi quando ouvi a porta do quarto a abrir-se. Tive a pequena esperança de que fosse o Liam a perguntar-me porque estava a chorar. Depois iria-me abraçar, afagar o cabelo e dizer que tudo iria ficar bem. Mas não, era o Louis. Encarei-o e ele ajoelhou-se à minha frente. Abracei-o com força e desejei que o tempo pudesse voltar atrás. Apoie-me nos ombros dele e levantei-me. Corri para a entrada e peguei nas chaves do carro, ainda chorava, não conseguia parar. Atrás de mim uma porta aberta e dois rapazes que amo preocupados comigo. Abri a porta que dava acesso e desci os degraus de dois em dois. Os meus pés descalços começavam a queixar-se da sujidade e do frio do chão, mas não me importava. O Harry e o Louis desciam as escadas, igualmente de dois em dois degraus, se não de três em três, e, gritavam para tentar perceber o que se passava. Quando, finalmente, cheguei ao carro e entrei para o lugar do condutor e, não esperei que os meus dois perseguidores fechassem as portas para arrancar. Ao meu lado o meu irmão tentava-me colocar o cinto de segurança muito atabalhoadamente e dizia-me para abrandar se não acabaríamos por ter um acidente. Ter ouvido essa palavra fez com que acelerasse ainda mais. O caminho em direção à casa do liam encurtava a cada segundo que passava, sei que ele estava por ali algures. Eu sinto-o por perto, só não sei onde. Mas eu procuro-o, nem que tenha de ir ao fim do mundo para tal. Virei violentamente à direita e em resposta obtive várias buzinadelas. Percorri mais uns metros até ver as luzes de uma ambulância e várias pessoas a assistirem. Acelerei um pouco mais e reparei que o Harry se agarrava com força à porta e ao tablier do carro. Em circunstâncias normais acharia piada à situação, mas agora tinha tudo mesmo piada. O aparato todo estava tapado pela ambulância, mas eu sabia que o Liam estava ali, apenas sabia. Parei o carro à pressa a poucos metros da ambulância e saí sem sequer desligar o motor ou fechar a porta. O meu irmão saiu a correr enquanto o Louis desligava o carro e fechava as portas.
Corri descalça sobre o piso molhado e sentia pequenas feridas a abrirem-se devido às pedras que estavam espalhadas pela estrada. Contornei a ambulância empurrando vários espetadores. Dois carros, um deles era o do Liam. Um homem a sangrar da cabeça encostado ao segundo carro. Dois socorristas a avançar com uma maca coberta por um lençol branco. Mas onde está o Liam? A chuva caía sobre mim gelando-me até aos ossos.
Aconteceu tudo numa fração de segundos. Os meus joelhos cederam e alguém me segurou impedindo a minha queda. Era o Harry. Ajoelhou-se no chão comigo e comecei a chorar como nunca tinha chorado. O Louis abraçou-nos e agora eram seis olhos que derramavam lágrimas. As pessoas começaram a dispersar, mas espetadores recentes continuavam a aparecer.
No meio da multidão reparei nos pais do Liam. Não conseguia parar de chorar. Levantei-me e corri em direção à mãe do Liam. Abracei-me a ela e ambas choramos enquanto mais pessoas desapareciam do mesmo modo como chegavam, do nada. Foi como o mundo tivesse parado de rodar. Como se todos congelassem e eu tivesse parado de respirar. Senti um aperto no coração e o Liam apareceu na minha mente. Sorria de orelha a orelha e disse-me “ Nunca te esqueças que te amo”. Depois um clarão formou-se perante os meus olhos, os faróis de uma carrinha de jornalistas apareceu e começaram a gravar e a tirar fotografias.

- Estamos aqui no local onde Liam Payne, um dos integrantes da banda One Direction, teve um acidente mortal. – A jornalista olhou em volta e fez uma pausa. – Vamos tentar falar com algum membro da família do Liam.

A mulher com o microfone foi seguida pela camara até à mãe do Liam. Ficámos ambas especadas enquanto chorávamos abraçadas.

- Anda querida. – Disse o pai do Liam puxando a esposa para longe dos meus braços.

Ambos se afastaram chorosos deixando-me sozinha a chorar no meio da multidão.

- Como te sentes London? – Perguntou a jornalista.

“Como me sinto? Sinto-me a morrer”, pensei, mas não consegui pronunciar uma palavra. Apenas chorei, não conseguia evitar. Chovia cada vez mais. O Harry abraçou-me enquanto o Louis pediu aos jornalistas que se afastassem. Vagarosamente afastaram-se e foram falar com as autoridades.

- Vamos para casa. – Disse o Harry.

Soltou-se dos meus braços e foi andando para o carro, seguido pelo Louis. Um carro conhecido aproximou-se a grande velocidade e depois travou repentinamente. O Niall saiu do carro a correr e abraçou-me, depois abraçou os rapazes. Os rapazes... Nunca mais vão ser “os rapazes”. Outro carro parou repentinamente ao lado do carro do Niall e lá de dentro saiu o Zayn. Comecei a chorar novamente. Não o conseguia evitar. O Zayn correu para mim e abraçou-me com força. Tentou reconfortar-me com as suas palavras, mas acabámos os dois a chorar abraçados um ao outro.

Já estávamos naquele local há mais de uma hora e as únicas pessoas que se encontravam lá eram as autoridades que tiravam fotos e investigavam s carros. Decidimos ir para o meu apartamento e iria com o Zayn. A Elenor entretanto também tinha aparecido.

Caminhei lentamente até ao carro do Zayn, pingava por todo o lado, tinha os olhos vermelhos e inchados e os meus pés doíam. Entrei para o lugar ao lado do condutor e não me importei se molharia o acento, tudo o que queria era o Liam ali comigo, a dizer-me que tinha sido tudo uma brincadeira de mau gosto. Cruzei as pernas e reparei em pequenas manchas de sangue no tapete, virei um pé para mim e toquei-lhe com os dedos. Doía tanto. Os vidros tinham-se alojado por baixo da pele fazendo-os sangrar. Respirei fundo e tentei tirar um pedaço de vidro com as unhas, mas ainda o enterrei mais.

- Vamos ao hospital, e nem penses em dizer que não! – Disse o Zayn.

Encarei-o e vi que pegava no telemóvel para ligar a alguém. Assustei-me, roubei-lhe o telemóvel e atirei-o para o banco traseiro. Eu ia a falar com o Liam no momento em que teve o acidente, foi tudo minha culpa. Mereço morrer! O Zayn olhou-me curioso mas continuou a conduzir.
Em poucos minutos estávamos no hospital. O Zayn pegou-me ao colo para que não ferisse mais os meus pés. Logo nos deixaram entrar para a enfermaria e sentou-me numa cama. Um enfermeiro apareceu e começou a tirar os pequenos vidros do pé esquerdo. Doía bastante, mas nada doía mais como o meu coração. No final desinfetou-me as feridas todas e ligou-me os pés com duas ligaduras brancas. O Zayn levou-me ao colo até ao carro e do carro até ao elevador. Quando as portas do elevador abriram o Zayn ia-me pegar novamente.

- Eu consigo andar. – Disse.

Saí sem lhe dar tempo para responder e abri a porta que dava acesso ao meu apartamento. Estava toda a gente na minha sala incluindo a minha mãe. Veio abraçar-me, mas não correspondi ao abraço. Perguntou-me se estava bem, e, acenei negativamente. Olhei para todos na minha sala e fui para o meu quarto, depois de dizer que queria estar sozinha. Em cima da minha cama estava o casaco do Liam. Peguei nele, encostei-o à minha cara e inalei o seu perfume. Tantas recordações... Vesti o casaco e apertei-o até cima. Deitei-me sobre a minha cama e encolhi as pernas até ao peito. Adormeci rapidamente enquanto chorava.

Continua
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AnneMarie
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MensagemAssunto: Re: If we could only turn back time   Sab 22 Set - 22:08

My emotions :'(
Oh pah sinceramente estou como a London, não tenho palavras.
Gostei muito e ainda bem que vou ter mais um capitulo Smile

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MensagemAssunto: If we could only turn back time [acabada]   Ter 25 Set - 19:31

Falta um capítulo para acabar :c

41º Capítulo


Passaram-se três dias desde aquele dia que ficará para sempre gravado na minha memória. Não tenho saído do meu quarto, não tenho comido em condições e não tenho falado com ninguém. Nem com o Harry, nem com Elenor e nem com o Zayn. Ele costuma visitar-me todos os dias. Deita-se na cama comigo, a encarar o teto e abraça-me cada vez que as lágrimas teimam em escapar dos meus olhos. Raramente saio da cama, apenas em casa extremos como é o caso de ir à casa de banho ou quando a forme aperta em demasia. Pensando bem já não como desde o almoço de ontem. Não tenho ligado a televisão porque os cinco minutos em que a liguei noutro dia não paravam de falar sobre a morte do Liam. Também não tenho atendido chamadas nem lido sms. Pedi ao Harry para que deletasse todas as minhas contas nas redes sociais. Estava isolada do mundo.

Hoje acordei com uma sensação estranha, como se tudo fosse normal, como se o Liam estivesse mesmo ali, ao meu lado. Levantei-me, atei o cabelo e lavei a cara com água bem gelada. Depois abri a janela do meu quarto e inspirei bem fundo, não sentia o ar fresco na minha face há algum tempo, tinha saudades. Troquei os lençóis da minha cama e coloquei-os num monte ao fundo da cama. Depois despi-me, mandei as roupas sujas para o monte dos lençóis e entrei para a banheira enquanto a água quente escorri-a pelo meu corpo nu. Quando acabei o banho, enrolei-me numa toalha e vesti-me (http://data.whicdn.com/images/38145581/tumblr_masrssCJPg1rx3ve8o1_500_large.png) no quarto. Depois de me certificar que tinha tudo na minha bolsa, peguei nela e no monte de lençóis e roupa suja, e, fui até à sala. Deixei a mala no sofá e meti a roupa toda a lavar. Peguei num iogurte e fiz torradas.

- London? – Alguém tinha acordado. Olhei para trás e vi que era o meu irmão.

- Bom-dia Harold. – Disse bebendo o iogurte.

- Onde vais?

- Vou ao jornal. Tenho de entregar aquele trabalho em atraso e vou trabalhar. – Disse.

- Queres que te leve lá?

- Não, vou de autocarro.

Arrumei a cozinha e ainda fiz o pequeno-almoço ao Harry. Depois fui ao quarto dos rapazes, tenho de falar com o Louis.

- Louie, se a Els ligar diz que fui trabalhar. – Disse acordando-o.

- Ok.

Dei-lhe um beijo na bochecha e deixei-o continuar o seu sono. Peguei na mala, despedi-me do Harry, antes de sair disse para não me esquecer do compromisso que tínhamos à tarde. Desci pelo elevador. Caminhei até à paragem de autocarro e esperei uns dez minutos para que o autocarro certo chegasse. Quando me sentei uma rapariga dirigiu-se a mim.

- London, como te sentes, como tudo o que aconteceu?

- Bem. – Não queria falar mais.

Não me sentia bem, mas essa é a resposta que todas as pessoas esperam ouvir quando perguntam como nos sentimos. Elas na verdade perguntam como estamos mas quando respondemos já não estão a ouvir a resposta, sempre pensei assim e é a pura das verdades.

Saí a dois blocos do jornal e quando entrei a rececionista cumprimentou-me. Acenei-lhe de volta e subi no elevador. Assim que entrei nos escritórios todos me olhavam como se tivesse algo escrito na minha testa. Tirei o meu trabalho da mala e entrei no gabinete da diretora. Poisei-lhe o trabalho na mesa e preparei-me para sair. Não tinha nada para lhe dizer.

- Este é aquele trabalho em atraso? Ainda bem que o entregaste! Não vieste trabalhar nos últimos três dias, será descontado no teu ordenado. – Fez uma pausa ao ver que não lhe respondia. – Bom, quero que escrevas sobre a morte daquele integrante da banda.

Olhei-a surpreendida.

- Não. – Respondi.

- Não o quê? Recusas-te a escrever sobre o que te peço?

Acenei afirmativamente, não me apetecia falar.

- Se não escreveres, podes ir para casa e não nunca mais voltar. É isso que queres? – Perguntou-me num tom ameaçador.

- Sim.

- Sim? – Disse gritando comigo.

- Sim. – Às vezes respostas de uma palavra só eram o suficiente.

Sentou-se à secretária e passou-me um cheque. Deu-mo e virei costas, mas antes recuperei o meu trabalho e guardei-o de novo na mala. Dirigi-me à minha secretária, peguei nas minhas coisas e saí sem me despedir de ninguém.

Caminhei lentamente por entre a multidão, com uma pequena caixa de cartão cheia de coisas. Entrei num café no centro da cidade e pedi um café forte. Poisei a caixa aos meus pés e beberiquei o café enquanto olhava para as pessoas que passavam entretidas na sua rotina diária. Depois pensei em como a minha vida mudou num ano e pouco. Suspirei e o meu telemóvel começou a tocar. Atendi, era o Zayn.

- Onde estás? Vim a tua casa e o teu irmão disse que foste ao jornal. Fui ao jornal e disseram-me que tinhas saído.

- Despedi-me.

- Porquê? – Perguntou-me.

- Porque senti que era o melhor a fazer.

- Posso ir ter contigo? – Outra pergunta mas num tom mais cauteloso.

- Gostaria muito, vai ter ao parque da cidade.

Desliguei e acabei de beber o café. Paguei e saí a pé em direção ao parque, apenas uns cinco minutos a pé. Quando cheguei ao grande portão do parque reparei no carro do Zayn, mas ele não estava lá. Entrei e segui pelo caminho principal, num banco mesmo em frente ao lago vi o Zayn. Ele não me viu por isso, caminhei silenciosamente até ele. Estava tão concentrado num ponto imaginário que também não deu pela minha chegada. Sentei-me no banco, coloquei uma mão na sua face e puxei-o para um beijo.

- Não dei por ti, desculpa. – Disse-me.

- No que pensavas?

- Nele. – Sabia que se referia ao Liam.

- Também tenho pensado muito nele. – Confessei.

Pegou na minha mão, beijou-ma e colocou-a sobre a sua perna. Os nossos dedos entrelaçados eram como uma chave na sua fechadura. Encostei a minha cabeça ao seu ombro e ficámos ali os dois a olhar para o lado e a pensar como iriamos sobreviver sobre a alegria do Liam por perto.

***

Depois de me ter vestido, encaracolei o cabelo, como o Liam tanto gostava. Arrumei tudo o que precisava na minha mala e esperei na sala pelo Louis, ele era pior que uma rapariga a arranjar-se.

Fizemos o nosso longo caminho para o cemitério em silêncio, nada havia para dizer. Mais uma vez a única coisa em que conseguia pensar era em que tudo tinha acontecido por minha causa. Devia ser eu no lugar do Liam hoje, devia ser eu! Sinto uma grande dificuldade ao respirar assim que saio do carro.

Foi difícil passar por todas as fãs e pelos fotógrafos, mas foi ainda mais difícil chegar ao pé da família e dos amigos do Liam. Na primeira fila das cadeiras estavam os pais e as irmãs, acho que uns tios também. Logo na segunda fila estava eu com o Harry, o Zayn, o Niall, o Louis e a Elenor. Agarrei-me com força à mão do Zayn e chorei silenciosamente. Momentos depois o padre começou o seu discurso. O sol brilhava lá no alto e sentia-me como se tivesse em casa, como se nunca tivesse acontecido. Limpei as lágrimas e comecei a ouvir o padre.

“Estamos aqui reunidos hoje, para relembrar e honrar a curta vida de Liam James Payne. Maior parte podiam o conhecer por um jovem tímido e reservado, mas os que o conheciam bem sabiam que ele amava, era um rapaz com sonhos, como todos nós, mas, acima de tudo isso, era um rapaz com esperança e um calor natural que fazia todos se sentirem como se tivessem em casa...”

Continua


Última edição por mariana' em Sex 28 Set - 22:14, editado 1 vez(es)
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